Você sabia que, mesmo desempregada, você pode ter direito ao salário-maternidade do Governo? O benefício não depende de estar trabalhando durante o nascimento do bebê.
Se você ainda mantém a qualidade de segurada, pode solicitar o salário-maternidade do Governo pelo celular. Neste artigo, o Manual da Web mostra como. Confira!
Como receber o salário-maternidade do Governo mesmo desempregada
Estar desempregada pode não significar perder o direito ao salário-maternidade do Governo. Se você parou de trabalhar recentemente, pode continuar protegida pela Previdência durante o chamado período de graça.
Essa regra permite que você mantenha a qualidade de segurada mesmo sem realizar novas contribuições por determinado período. Por isso, vale conferir sua situação antes de descartar o salário-maternidade do Governo.
O benefício pode ser solicitado em situações como nascimento de filho, adoção, guarda judicial para fins de adoção e aborto não criminoso, considerando as regras específicas de cada caso.
Para seguradas empregadas, inclusive domésticas e trabalhadoras avulsas, não há exigência de carência.
Já contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais precisam observar os requisitos previdenciários aplicáveis.
O pedido pode ser realizado pelo aplicativo Meu INSS (Android | iOS), diretamente pelo celular ou computador. Você não precisa comparecer a uma sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para fazer a solicitação.
O que é o período de graça
O período de graça é o intervalo em que você mantém a qualidade de segurada mesmo depois de parar de trabalhar ou contribuir para o INSS.
Em regra, esse período começa após a última contribuição ou o encerramento do vínculo de trabalho. Dependendo do seu histórico, ele pode ser ampliado conforme as regras da Previdência.
A duração padrão costuma ser de 12 meses, mas pode chegar a 24 meses em determinadas situações, como quando você possui mais de 120 contribuições sem perda da qualidade de segurada.
Também existe a possibilidade de acrescentar mais 12 meses quando você comprova a situação de desemprego involuntário, fazendo com que o período possa alcançar até 36 meses em alguns casos. Confira:
- Trabalhadores com carteira assinada e contribuintes individuais: 12 meses após a última contribuição;
- Desempregados involuntários: o prazo de 12 meses pode ser estendido por mais 12 meses (totalizando 24 meses) se houver comprovação do desemprego junto aos órgãos competentes;
- Segurados com mais de 120 contribuições: podem ganhar mais 12 meses de proteção, podendo chegar a até 36 meses no total em caso de desemprego involuntário;
- Segurado facultativo (estudantes e donas de casa): 6 meses após a última contribuição;
- Prestadores de serviço militar: 3 meses após o licenciamento das Forças Armadas;
- Segurados reclusos (após a soltura): 12 meses após o livramento.
Para ter direito ao salário-maternidade do Governo como desempregada, o fato que gera o benefício precisa ocorrer enquanto você ainda mantém a qualidade de segurada.
Por isso, conferir o histórico de contribuições é uma das etapas mais importantes antes de fazer o pedido. O próprio Meu INSS (Android | iOS) permite consultar informações relacionadas aos seus vínculos e contribuições.
Passo a passo para solicitar pelo app Meu INSS pelo celular
Você pode fazer o pedido do salário-maternidade do Governo pelo celular, sem necessidade de ir até uma agência.
Passo 1: baixe o aplicativo
Acesse a loja de aplicativos do seu celular, procure por ‘Meu INSS’ na barra de pesquisa e toque em ‘Instalar’.

Passo 2: acesse o Meu INSS com CPF e senha do dependente
Abra o aplicativo e toque em ‘Entrar com gov.br’. Entre utilizando a conta gov.br do dependente. Caso ainda não tenha cadastro, pode criar na hora usando o CPF.

Passo 3: clique em ‘Novo Pedido’ e selecione o salário-maternidade
Toque em ‘Novo Pedido’ na tela inicial e, na seguinte, em ‘Novo Benefício’. Depois, toque em ‘Salário-Maternidade Urbano’.

Passo 4: atualize seus dados de contato
Toque em ‘Atualizar’ e confirme seus dados. Quando estiver todas as informações corretas, toque em ‘Avançar’.
Depois, selecione se usar ou não a certidão de nascimento da criança para iniciar a solicitação.
Finalize inserindo as demais informações e aguarde o resultado, que é, em média, de 45 dias corridos.

Qual o valor e por quanto tempo dura o salário-maternidade
A duração do benefício depende do motivo que deu origem ao pedido. Em situações de parto, natimorto, adoção ou guarda judicial para fins de adoção, o período normalmente é de 120 dias.
Em caso de aborto não criminoso, o benefício possui duração de 14 dias, conforme a situação e a comprovação médica exigida pela Previdência.
O valor também não é igual para todas as seguradas. Ele depende da categoria previdenciária e da forma como você contribui para o INSS. Confira de acordo com a categoria profissional:
- Trabalhadora com carteira assinada (empregada) ou avulsa: recebe o valor integral da sua remuneração;
- Empregada doméstica: recebe o valor do seu último salário de contribuição;
- Contribuinte individual (autônoma), MEI ou facultativa: recebe a média das últimas contribuições dividida por 12 (com o valor mínimo de um salário mínimo e teto limitado ao limite do INSS);
- Segurada especial (trabalhadora rural): recebe o valor de um salário mínimo.
Por isso, antes de solicitar o salário-maternidade do INSS, consulte seu histórico de contribuições e identifique corretamente sua categoria no INSS.
Outro cuidado é acompanhar os pagamentos e demais informações previdenciárias. O calendário do INSS 2026 pode ajudar você a organizar o acompanhamento dos pagamentos de benefícios.
Plano de saúde materno-infantil para mães e bebês
Durante a gravidez, o pré-natal é essencial para acompanhar sua saúde e o desenvolvimento do bebê.
Esse cuidado deve começar, de preferência, até a 12ª semana e continuar regularmente até o parto, com consultas, exames e orientações.
No Sistema Único de Saúde (SUS), você pode fazer o acompanhamento na Unidade Básica de Saúde (UBS), com atendimento de médicos, enfermeiros e outros profissionais da equipe.
O cuidado da Saúde Materna do SUS considera não apenas o corpo, mas também seu bem-estar emocional, sua realidade social e suas necessidades.
As consultas costumam ser mensais até a 28ª semana, quinzenais entre a 28ª e a 36ª semana e semanais a partir da 36ª semana até o parto.
Em cada atendimento, podem ser avaliados pressão arterial, peso, altura uterina, batimentos e movimentos do bebê, além dos exames solicitados.
Mesmo depois do parto, o acompanhamento continua durante o puerpério. Toda gestante também tem direito a conhecer a maternidade de referência e saber onde será atendida em caso de intercorrência ou parto.
Essa visita geralmente acontece no terceiro trimestre, conforme o fluxo organizado pelo município.
Durante o pré-natal, você pode elaborar um plano de parto com o profissional que acompanha sua gestação.
Esse documento registra suas preferências, dúvidas e os procedimentos que aceita ou não, sempre considerando a sua segurança e a do bebê.
O parto humanizado é uma política pública do Ministério da Saúde desde os anos 2000. É um direito para todas as gestantes e garante o protagonismo e a dignidade da mulher no momento do parto.
Você tem direito a um ambiente acolhedor, à presença de acompanhante, à privacidade, à liberdade de se movimentar e à escolha da posição mais confortável, quando não houver contraindicação.
Também deve receber explicações antes dos procedimentos e ter sua autorização respeitada.
Após o nascimento, são recomendados o contato pele a pele, a amamentação na primeira hora e a permanência junto ao bebê durante a internação, sempre que possível.
Fique atenta à violência obstétrica, que pode ocorrer por meio de agressões físicas, verbais, psicológicas ou sexuais no pré-natal, parto, pós-parto ou abortamento. Se algo acontecer, procure ajuda e registre a denúncia.
Você pode buscar a ouvidoria do serviço, ligar para o Disque 136, Disque 100 ou Disque 180. Também é possível procurar o Ministério Público ou a Promotoria de Justiça da sua cidade para receber orientação.
Plano de saúde materno-infantil para mães e bebês não substitui o salário-maternidade do Governo, já que são recursos com finalidades diferentes.
Seu benefício pode estar ao seu alcance
Mesmo desempregada, você pode ter direito ao salário-maternidade do Governo se ainda mantiver a qualidade de segurada e cumprir os demais requisitos da Previdência.
Agora que você conhece as principais regras, confira sua situação no Meu INSS (Android | iOS) e siga o passo a passo do Manual da Web neste artigo para fazer a solicitação pelo celular.

