Muitas famílias brasileiras desconhecem a existência de valores que ficaram parados em contas bancárias antigas ou consórcios encerrados. O Banco Central (BC) disponibiliza uma ferramenta exatamente para que os herdeiros e inventariantes localizem o dinheiro esquecido de pessoas já falecidas, garantindo transparência e acesso a recursos que, por direito, pertencem aos sucessores legais.
O processo de busca é gratuito e centralizado em uma plataforma segura, evitando que o cidadão precise se deslocar a várias instituições. Ao compreender o funcionamento do sistema, você consegue identificar valores inesperados e organizar o patrimônio familiar com mais clareza. Neste texto, o Manual da Web detalha como navegar pelo portal e quais as precauções necessárias para realizar o resgate com segurança.
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Onde descobrir se há dinheiro esquecido de pessoas falecidas?
O ponto de partida para qualquer cidadão que deseja investigar ativos de parentes falecidos é o Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central do Brasil.
Diferentemente de outros serviços que exigem um login imediato, a consulta inicial para verificar a existência de saldo é simples. Contudo, o resgate pode apresentar etapas mais burocráticas.
Para verificar se há dinheiro esquecido de pessoas falecidas, você precisará apenas do CPF e da data de nascimento do titular do serviço.
Com isso, o sistema informará instantaneamente se há ou não algum valor retido.
Caso a resposta seja positiva, o próximo passo exige um acesso mais seguro por meio da conta Gov.br do próprio herdeiro ou representante legal.
Passo a passo para consultar e resgatar valores de falecidos
O processo para consultar e sacar o dinheiro esquecido de pessoas falecidas é um pouco mais criterioso do que para pessoas vivas, justamente para garantir que o montante chegue às mãos certas.
Passo 1: consulta inicial
Acesse o portal do SVR e insira os dados de CPF e data de nascimento do falecido. Se o titular for uma empresa cujo responsável faleceu, serão necessários o CNPJ e a data de abertura.
Por fim, digite os caracteres de verificação solicitados no final da página e clique em “Consultar”.

Passo 2: acesso ao sistema
Se houver valores, clique em “Acessar o SVR”. Aqui, você deve fazer login com o seu CPF (não o do falecido) e sua senha do portal Gov.br.

Passo 3: seleção da opção
Dentro do sistema, selecione a alternativa “Valores para Pessoas Falecidas”.

Passo 4: Termo de Responsabilidade
Será preciso ler e aceitar um termo declarando ser herdeiro, inventariante ou representante legal do titular já falecido.
Passo 5: verificação de dados
O sistema exibirá a faixa de valor (ex: entre R$ 100,01 e R$ 1.000,00), o tipo de ativo, o nome da instituição financeira onde o recurso está guardado e o contato dela.
Passo 6: solicitação
Ao contrário do resgate do dinheiro para o próprio CPF, no caso de falecidos, o SVR não permite a solicitação direta via Pix.
O sistema fornecerá os canais de contato da instituição para que você combine a entrega da documentação exigida e o recebimento da quantia retida diretamente com a empresa financeira.
Se preferir, é possível gerar um comprovante com os detalhes do saldo da pessoa falecida. Você pode salvar o arquivo no computador ou imprimir. Pelo celular, é possível enviá-lo por e-mail ou para aplicativos de conversa.
O Banco Central não aceita documentos nem pedidos de resgate por e-mail ou telefone; tudo deve ser resolvido diretamente com a instituição financeira onde o dinheiro está guardado.
Por quais bancos é possível receber os valores retidos?
Quase todas as instituições que operam no Brasil e são reguladas pelo BC podem possuir valores sob custódia ou receber as quantias retidas de outra empresa.
Isso inclui bancos comerciais (como Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Itaú e Santander), bancos digitais, cooperativas de crédito e administradoras de consórcios.
Além disso, o dinheiro esquecido de pessoas mortas pode ter origem em:
- Contas-correntes ou poupanças encerradas com saldo disponível;
- Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de cooperativas;
- Contas de pagamento (como carteiras digitais) pré-pagas ou pós-pagas encerradas;
- Parcelas de empréstimos ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas a mais;
- Tarifas cobradas indevidamente.
Embora o sistema seja centralizado, a política de devolução depende da adesão da instituição. Algumas possibilitam o resgate facilitado pelo SVR, enquanto outras exigem o contato direto.
Documentação necessária e avisos sobre golpes
Para efetivar o recebimento do dinheiro esquecido de pessoas falecidas, a instituição financeira solicitará documentos capazes de provar o seu vínculo legal com o titular, como:
- Certidão de Óbito;
- Comprovante de conta bancária (como um extrato de valores ou o comprovante do SVR mencionado no Passo 6);
- Documento de identidade do herdeiro/solicitante;
- Escritura Pública de Inventário (extrajudicial) ou Decisão Judicial de Partilha/Alvará Judicial;
- Termo de Inventariante (caso o inventário esteja em andamento);
- Procuração — para quem contratar um advogado para esse procedimento.
Atenção com a segurança: o BC jamais envia links por WhatsApp, SMS ou e-mail solicitando dados pessoais ou confirmando valores, muito menos cobrando para consultar ou resgatar o dinheiro esquecido de pessoas falecidas.
Se alguém entrar em contato informando sobre o pagamento de uma “taxa de liberação” ou pedindo sua senha para agilizar o processo, não faça nenhuma dessas ações e desconfie imediatamente: trata-se de um golpe.
Valores antigos podem ser resgatados com segurança pelo BC
Recuperar o dinheiro esquecido de pessoas mortas ajuda na organização do patrimônio familiar. Ao utilizar o SVR do Banco Central, você garante uma consulta segura e gratuita, sem intermediários nem cobranças indevidas.
Além disso, mantenha sempre a atenção redobrada com a documentação exigida e os canais de atendimento das instituições financeiras, a fim de concluir o resgate com agilidade e segurança.

