Linha do tempo, capitão: escolher a ordem para assistir Star Trek é como decidir qual rota seguir numa viagem interestelar. Pode ir pela cronologia do universo (tudo “na ordem dos acontecimentos”), pode ir pela ordem de lançamento (como o público viu ao longo das décadas) e ainda tem as linhas alternativas que fazem a franquia virar um quebra-cabeça gostoso de montar.
O Manual da Web, agora, vai te entregar uma linha do tempo bem mastigada, para você não passar três episódios se perguntando “pera… isso aconteceu antes ou depois?”. Vamos mostrar a ordem para assistir Star Trek pela cronologia do universo, explicar onde cada série/filme entra na história e te dar um mapa para encontrar tudo nos streamings. Bora!
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Qual a ordem para assistir Star Trek?
Antes de começar: esta é a ordem cronológica (linha do tempo “dentro do universo”). Ela mistura séries e filmes porque Star Trek gosta de fazer isso mesmo e, sinceramente, ainda bem.
Star Trek: Enterprise
Se a sua vibe é ver o universo engatinhando, Enterprise é a largada. Ela se passa bem antes da Federação “do jeito que a gente conhece”, com um clima de exploração mais “pé no chão”.
A tecnologia é menos avançada, muita descoberta e um sentimento de “estamos abrindo a primeira porta”. É uma ótima entrada para entender como a humanidade foi parar nesse rolê espacial.
Star Trek: Discovery – Temporadas 1 e 2
Aqui, você cai numa era clássica, mas com cara moderna. As temporadas 1 e 2 de Discovery entram antes da Série Clássica e ajudam a construir o contexto (e polêmica, porque Star Trek sempre entrega polêmica).
É legal por expandir esse período e preparar terreno para algumas coisas que reverberam depois.
Star Trek: Strange New Worlds
Se existe uma série perfeita para quem quer começar sem sofrer, muitas pessoas apontam Strange New Worlds como o começo.
Ela tem episódios com aventura da semana, personagens carismáticos e aquele espírito de exploração que é a alma da franquia. E, na cronologia, ela vem logo depois de Discovery (T1-T2), encaixando bonito.
Star Trek: The Original Series
A famosa Série Clássica (a “Jornada nas Estrelas raiz”). Mesmo que você já tenha visto referências em memes, camisetas e paródias, assistir de verdade é outra história.
Nela, estão as bases do universo pop: dilemas morais, exploração, diplomacia no grito contido e o trio que virou lenda.
Na linha do tempo, ela vem depois de Enterprise/Discovery/SNW.
Star Trek: The Animated Series
Muita gente pula, mas ela é tipo aquele “extra” que surpreende.
A série animada segue a mesma pegada da clássica, com histórias que continuam o espírito da tripulação e expandem o universo de um jeito bem criativo (e, sim, é diferente no ritmo, mas faz parte).
Star Trek: The Motion Picture
O primeiro filme com a tripulação clássica tem uma vibe mais contemplativa. É Star Trek com cara de cinema grandão, mais lento e mais focado em sensação de descoberta.
É o tipo de obra que combina com luz baixa e paciência. Se a sua expectativa é pancadaria espacial a cada 10 segundos, respira e ajusta o curso.
Star Trek II: The Wrath of Khan
Agora a coisa fica pessoal. É um dos filmes mais celebrados da franquia porque mistura ação, drama e um peso emocional que fica na memória.
Se você quer entender por que tanta gente fala desse título com respeito quase religioso, é aqui.
Star Trek III: The Search for Spock
O filme que vem colado no anterior (e faz sentido assistir na sequência). Ele continua consequências, expande temas de amizade, lealdade e decisões impossíveis. É Star Trek com coração e dilema.
Star Trek IV: The Voyage Home
O mais “diferentão” da fase clássica. Tem viagem no tempo, choque cultural e humor num ponto certo. É aquele filme que você termina com sensação de que viu algo inesperado e divertido.
Star Trek V: The Final Frontier
Um filme que divide opiniões. Ainda assim, na linha do tempo, ele entra aqui, e vale assistir ao menos uma vez para entender a fase e os temas que estavam rondando a franquia naquele momento.
Star Trek VI: The Undiscovered Country
Fechamento forte da era clássica no cinema, com tensão política e clima de “fim de ciclo”. Funciona bem como despedida e ponte para a próxima geração do universo.
Star Trek: Section 31
Este aparece em listas cronológicas como um ponto dentro da linha do tempo, mas Section 31 é um projeto ligado ao lado mais “sombra” do universo e pode ter formato/lançamento variando conforme a disponibilidade oficial (filme/série, catálogo, data, etc.).
Se, na sua maratona, ele ainda não estiver disponível no Brasil, dá para seguir o fluxo e voltar nele depois sem quebrar a compreensão geral.
Star Trek: The Next Generation
A “A Nova Geração” é onde muita gente se apaixona de vez. Ela traz outro ritmo, outra tripulação e outra pegada de ficção científica, mais diplomacia, filosofia e dilemas que te fazem pausar para pensar.
Na cronologia, ela chega bem depois da era clássica e abre a fase que dominou os anos 90.
Star Trek: Deep Space Nine
Se TNG é exploração, Deep Space Nine é política, conflito e construção de mundo em profundidade.
Ela é mais serializada, cresce muito com o tempo e tem arcos que deixam tudo mais complexo. Na linha do tempo, ela se mistura com TNG em parte do período e depois segue adiante.
Star Trek VII: Generations
Esse filme é uma ponte: mistura tempos e personagens, conectando eras. É o tipo de obra que funciona bem quando você já está com TNG na cabeça, porque o impacto vem muito da passagem de bastão.
Star Trek: Voyager
A premissa é deliciosa: uma nave perdida longe de casa, tentando voltar. Voyager tem muita aventura, muita criatividade (porque a situação exige) e uma capitã que virou referência.
Na cronologia, ela corre paralela à parte do que acontece em DS9 e vai além.
Star Trek VIII: First Contact
Se você curte uma pegada mais intensa, First Contact entrega. É um dos filmes mais fortes da era TNG e mexe com eventos e temas que são importantes para o universo como um todo.
Star Trek IX: Insurrection
Um filme com clima mais “episódio longo”, com dilema moral e crítica social. Ele pode não ser o mais falado da franquia, mas encaixa bem no fluxo e mantém o espírito Trek de discutir “o que é certo” quando não existe resposta perfeita.
Star Trek X: Nemesis
Aqui é encerramento (e, dependendo de quem assiste, encerramento dolorido). Ele fecha a jornada cinematográfica da tripulação TNG e se conecta com consequências que acabam sendo importantes para fases mais recentes.
Star Trek: Lower Decks
Se você acha que Star Trek só vive em tom sério, Lower Decks aparece para provar o contrário. É animação, é comédia, mas é cheia de referência e carinho pelo universo.
Na linha do tempo, ela vem depois dos filmes TNG e brinca com tudo o que veio antes.
Star Trek: Prodigy
Uma série animada que funciona muito bem como entrada para quem quer algo mais leve, mas ainda dentro do cânone.
Ela tem espírito de aventura e conversa com o universo Trek sem exigir que você tenha um doutorado em cronologia.
Star Trek: Picard
Aqui é futuro, consequência e nostalgia com propósito. Picard se passa após a era TNG/filmes e trabalha a ideia de legado: o que ficou, o que mudou, o que dói e o que ainda vale a pena defender.
Star Trek: Discovery – Temporadas 3, 4 e 5
Se as duas primeiras temporadas estão em uma era “perto” da clássica, daqui em diante Discovery dá um salto enorme para o futuro.
Isso muda tudo: estética, contexto político, tecnologia e até o jeito de contar história. Na linha do tempo, é praticamente outro “capítulo” do universo.
Star Trek (Linha do Tempo Kelvin)
A linha Kelvin é uma realidade alternativa. Ela começa a divergir por um evento específico e segue por um universo paralelo.
Na prática, dá para assistir separadamente sem estragar a cronologia principal, e isso é libertador.
Star Trek: Into Darkness
Segundo filme da linha Kelvin. Mantém a pegada mais cinematográfica/ação e trabalha personagens e conflitos conhecidos em uma versão alternativa do universo.
Star Trek: Beyond
Terceiro filme da linha Kelvin. Continua a jornada nessa realidade paralela e fecha a trilogia com mais aventura e dinâmica de tripulação.
Short Treks
São curtas que funcionam como “miniepisódios”, alguns ligados a Discovery e outros a pontos específicos do universo.
O melhor jeito é assistir como complemento: quando você estiver na fase Discovery/SNW, encaixa alguns para expandir o contexto sem interromper demais o ritmo.

Onde assistir aos filmes online?
O catálogo de streaming muda, some, volta, troca de casa e você só descobre quando dá play e aparece a mensagem mais triste do universo: “título indisponível”.
Os pontos mais importantes para não se perder:
- A Paramount+ costuma ser o lugar mais consistente para Star Trek, principalmente as séries mais recentes e boa parte do catálogo da franquia;
- O Prime Video pode ter títulos avulsos e também a opção de assinar Paramount+ dentro do Prime, para centralizar tudo no mesmo app;
- A Netflix às vezes tem partes do catálogo, mas isso pode variar bastante, então é legal checar antes de planejar uma maratona inteira por lá.
Para conferir com precisão (título por título), um agregador como o JustWatch ajuda muito: você pesquisa “Star Trek + nome da série/filme” e vê onde está disponível no Brasil naquele momento.
Hora de traçar sua rota (e começar a maratona)
A melhor ordem para assistir Star Trek é a que te faz apertar “play” sem sentir que está entrando num curso obrigatório de astronomia intergaláctica.
A linha do tempo cronológica é ótima para ver o universo crescer por dentro, de Enterprise até os saltos malucos de Discovery no futuro, e ainda dá aquele conforto mental de entender por que certas coisas acontecem quando acontecem.
Só não precisa transformar a maratona em missão impossível. Se bater cansaço, quebre em blocos: uma fase por vez, um estilo por vez, uma tripulação por vez.
E, quando quiser variar, a linha Kelvin é perfeita para assistir separada, como uma “aventura paralela” que não bagunça o resto.

