Consulta de heranças: veja se você tem algo a receber no CPF

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Consulta de heranças
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Um tema que mistura expectativa, curiosidade e um tiquinho de mito digital é a consulta de heranças. Muita gente imagina que existe um site mágico onde basta colocar o CPF e pronto: aparece toda herança disponível, com valor bonitinho na tela. A realidade é menos cinematográfica, mas existe, sim, um caminho online para descobrir valores esquecidos em bancos, inclusive de pessoas falecidas, e ter uma noção se há algo a receber.

A consulta de heranças hoje passa por um ponto bem claro: o Sistema de Valores a Receber, do Banco Central, e depois se espalha para inventário, cartórios, Justiça e até seguros de vida. O Manual da Web, agora, vai te mostrar todos os detalhes para você saber por onde começar sem cair em promessa furada. Então, vem com a gente!

Qual o site oficial para consultar valores a receber 

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Quando o assunto é consultar dinheiro esquecido ligado ao CPF, o endereço número um é o Sistema de Valores a Receber (SVR), do Banco Central. 

O passo inicial da consulta de heranças financeiras é entrar no site do Valores a Receber, que fica dentro do portal do Banco Central e do “Meu BC”. 

Ali, o sistema verifica se aquele CPF tem algum dinheiro parado em instituições financeiras, como:

  • Contas correntes ou poupanças encerradas com saldo; 
  • Tarifas devolvidas pelo banco; 
  • Saldos de consórcio que ninguém buscou; 
  • Contas de pagamento e outros produtos financeiros que foram esquecidos. 

Esse tipo de valor muita gente nem associa à palavra “herança”, mas vira, sim, parte do espólio quando envolve pessoa falecida. 

Entenda a consulta de saldo de pessoas falecidas para checar herança 

Além da consulta para o próprio CPF, o sistema tem uma opção específica para “valores a receber de pessoa falecida”. 

É aqui que muita matéria de jornal chama tudo de “herança surpresa”, porque o SVR mostra dinheiro que ficou esquecido em bancos em nome de quem já morreu. 

O funcionamento é simples no começo: o sistema pede CPF e data de nascimento da pessoa falecida e responde se existem valores a receber. 

O site exibe uma faixa aproximada (por exemplo, de R$ 0 a 10, de R$ 10,01 a 100 e assim por diante), só para indicar o tamanho do montante. Esse saldo não pula direto para a conta do herdeiro. 

No contexto da consulta de heranças, esse dinheiro faz parte do espólio e normalmente precisa ser tratado dentro do inventário, com participação do inventariante e documentação que prove quem tem direito àquele valor. 

O sistema do Banco Central só aponta a existência do dinheiro e ajuda a iniciar o processo de resgate.

Consulta de heranças
Consulta de heranças

Passo a passo para fazer a consulta de heranças online 

Como “herança” é uma palavra grande demais para caber num botão só, o melhor caminho para uma consulta de heranças online começa mesmo pelo SVR. 

Depois, podem entrar outras ferramentas, como tribunais, cartórios e centrais notariais. 

Vamos organizar um passo a passo focado no que qualquer pessoa consegue fazer pela internet.

Passo 1: acessar o site oficial do Banco Central 

O primeiro passo é entrar no site oficial do Sistema de Valores a Receber, dentro do portal do Banco Central. 

Passo 2: informar o CPF e a data de nascimento 

Com a página aberta, aparece a consulta para pessoa física ou jurídica. Aí, é só digitar o CPF e a data de nascimento. 

O sistema faz uma checagem rápida e informa se há ou não valores a receber. Nesse momento, não aparecem todos os detalhes, apenas a informação de que existe ou não algum saldo esquecido. 

Passo 3: fazer login com a conta gov.br 

Para quem recebe a mensagem de que há valores a receber, o passo seguinte é entrar com a conta gov.br. 

Esse login funciona como uma identidade digital confirmada, e o Banco Central exige nível prata ou ouro para liberar as informações completas. 

Dentro desse ambiente, o sistema: 

  • Mostra de quais instituições vêm os valores; 
  • Exibe a faixa aproximada de quanto existe; 
  • Informa qual é o caminho para pedir o resgate. 

Esse ponto é importante: o Banco Central não manda PIX, não liga para ninguém e não pede dados de cartão. 

A consulta de heranças financeiras pelo SVR termina sempre em um fluxo em que a própria instituição financeira indicada faz o pagamento.

Passo 4: ver detalhes e solicitar o resgate 

Ao ver os detalhes, o usuário encontra as orientações específicas para cada valor. Em muitos casos, há duas possibilidades: 

  • Solicitar o pagamento direto pelo sistema, indicando uma chave PIX ou conta bancária; 
  • Ser orientado a entrar em contato com a instituição financeira para combinar o resgate. 

Quando o titular já morreu, o sistema informa que o resgate precisa ser feito por herdeiros ou inventariante, seguindo as regras legais. 

Então, a consulta de heranças dá o primeiro sinal de que existe um valor ligado àquele CPF, mas a liberação do dinheiro geralmente exige comprovar o direito ao recebimento e, muitas vezes, apresentar documentação do inventário ou alvará judicial.

Se eu tiver direito, quais documentos devem ser apresentados? 

Encontrar um valor a receber é só o começo. Toda consulta de heranças séria acaba esbarrando na pergunta: “Ok, e agora, como provar que esse dinheiro é meu?”. 

A resposta depende de quem está pedindo e de em nome de quem o valor está registrado. 

Quando o valor aparece no SVR em nome de quem está fazendo o login, o processo costuma ser mais simples. Em geral, o próprio fluxo dentro do sistema já coleta:

  • Dados pessoais; 
  • Chave PIX ou conta para crédito; 
  • Autorização para que o banco faça o pagamento. 

Para casos em que o titular é pessoa falecida, tudo muda. O banco ou instituição financeira normalmente pede:

  • Documento de identificação de quem está pedindo o resgate; 
  • Certidão de óbito da pessoa falecida; 
  • Documentação que comprove a condição de herdeiro ou representante legal, como escritura e inventário de partilha, alvará judicial específico para levantamento de valores, entre outros.

Já em heranças mais amplas (imóveis, ações, outros investimentos), a documentação “básica” da família costuma incluir: 

  • Certidões de nascimento ou casamento dos herdeiros; 
  • CPF e RG de todos os envolvidos; 
  • Certidão de óbito do falecido; 
  • Certidões de bens, matrículas de imóveis, extratos de aplicações, declarações de Imposto de Renda. 

Por isso, qualquer consulta de heranças realmente completa acaba virando também um exercício de organização de papelada. 

Quanto mais bem guardados estão esses documentos, mais fácil fica comprovar o direito sobre o que aparece nas buscas.

Como sacar o valor de herança disponível 

Chegar na etapa de saque é o objetivo final de muita gente, mas é importante baixar um pouco a ansiedade. 

A consulta de heranças online sinaliza onde estão os valores, porém o dinheiro só chega às mãos de quem tem direito depois de passar pelos caminhos formais.

No caso do Sistema de Valores a Receber, existem três situações bem comuns.

Valor em nome de pessoa viva, com login feito por ela mesma: 

  • O pagamento pode ser solicitado direto no sistema, via PIX ou conta informada; 
  • Em alguns casos, o banco entra em contato ou pede que a pessoa compareça à agência.

Valor em nome de pessoa viva, mas com detalhe operacional específico: 

  • A instituição financeira responsável pode exigir validações extras, como atualização de cadastro ou assinatura de termo de quitação.

Valor em nome de pessoa falecida: 

  • O resgate entra no pacote da herança; 
  • O banco costuma exigir documentos de inventário ou alvará; 
  • A liberação é feita ao inventariante ou herdeiros indicados na partilha.

Quando as buscas vão além do SVR e alcançam imóveis, ações e outros bens, o saque (ou a venda, ou a transferência) praticamente sempre depende de inventário judicial ou extrajudicial. 

Só depois da partilha é que o cartório ou a instituição financeira consegue registrar a propriedade em nome dos herdeiros e liberar o valor correspondente. 

Vale também um alerta: golpes adoram o tema “herança”. 

Qualquer proposta que envolva taxa antecipada para “desbloquear valores”, acesso a “consulta de heranças” secreta ou promessa de fortuna certa em poucos minutos merece desconfiança máxima. 

Organize o CPF e deixe o resto por conta do passo a passo 

A consulta de heranças não é caçada ao tesouro escondido, nem coisa milagrosa de um único site. 

É um processo em etapas: começa com o básico, como conferir o Sistema de Valores a Receber do Banco Central, e, quando aparece algo mais consistente, avança para inventário, cartórios, bancos, seguros e, em muitos casos, apoio jurídico. 

O bom é que, hoje, boa parte desse caminho começa online, com CPF em mãos e alguns cliques bem feitos.

O ponto é encarar o tema com calma: desconfiar de links suspeitos, guardar bem seus documentos, manter o CadÚnico e os dados sempre atualizados e, quando for o caso, conversar com um profissional de confiança para tocar o inventário.

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