É comum ouvir falar em CRAS quando precisa atualizar cadastro ou resolver algo do Bolsa Família, mas a verdade é que os cursos gratuitos do CRAS podem ser bem legais para uma renda nova dentro de casa. Em várias cidades, o CRAS ajuda moradores a entrarem em cursos básicos de capacitação profissional, pensados para quem quer começar a ganhar dinheiro com um serviço ou conseguir o primeiro emprego.
A ideia é dar um passo inicial: aprender uma profissão simples, começar a atender clientes do bairro, melhorar o currículo. O Manual da Web chega para te mostrar como funcionam os cursos gratuitos do CRAS, onde se inscrever, como fazer a matrícula na sua cidade e quais tipos de qualificação costumam aparecer nesses programas. Bora!
Onde se inscrever para os cursos gratuitos do CRAS
O primeiro ponto é entender o papel do CRAS nessa história. O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) não é exatamente uma “escola”, e sim a porta de entrada da Assistência Social no bairro.
É ali que as famílias em situação de vulnerabilidade são atendidas, acompanhadas e encaminhadas para benefícios e oportunidades, inclusive para os cursos gratuitos do CRAS.
Quem organiza os cursos costuma ser a Prefeitura, em parceria com instituições como Senac, Senai, escolas técnicas ou projetos sociais. O CRAS entra como:
- Ponto de divulgação das vagas;
- Lugar onde a pessoa faz a inscrição;
- Equipe que ajuda a escolher quem tem prioridade nas turmas.
Por isso, o caminho mais seguro para quem quer participar dos cursos gratuitos do CRAS é sempre o mesmo:
- Procurar o CRAS do próprio bairro ou região;
- Acompanhar as redes sociais da Prefeitura e da Secretaria de Assistência Social;
- Ficar de olho em cartazes, murais e grupos de WhatsApp da comunidade, que muitas vezes avisam quando abrem novas turmas.
Não existe um catálogo único nacional de cursos. Cada cidade monta o seu pacote conforme orçamento, parcerias e necessidades da população.
Em uma região, pode ter mais foco em beleza e estética, em outra, pode ter mais curso de informática, já em outra, ainda pode bombar a parte de gastronomia ou de cuidados com idosos.
Veja como fazer a sua matrícula nos cursos
A inscrição para os cursos gratuitos do CRAS costuma ser presencial e simples, mas segue um “roteiro” bem parecido em quase todo lugar.
Algumas prefeituras pedem que o interessado participe de uma pequena entrevista com o assistente social ou preencha uma ficha de perfil para entender melhor a situação da família e encaixar a pessoa no curso que mais faz sentido.
Passo 1: descobrir qual é o CRAS da sua região
A primeira coisa é identificar qual CRAS atende o seu bairro. Geralmente, dá para descobrir de três jeitos:
- Pesquisando “CRAS + nome da sua cidade” no Google, no site da Prefeitura;
- Perguntando em posto de saúde, escola pública ou unidade básica da região;
- Conversando com vizinhos que já recebem atendimento.
Encontrou o CRAS certo? Anota endereço, telefone e horário de funcionamento.
Passo 2: conferir se há turmas abertas
Com o CRAS mapeado, é hora de saber quais cursos gratuitos do CRAS estão com inscrições abertas ou previstas.
É possível fazer isso ligando para a unidade, indo até lá ou conferindo redes sociais da Prefeitura, que costumam divulgar informações.
Passo 3: separar os documentos necessários
Cada cidade pode pedir uma coisa ou outra a mais, mas os documentos básicos para os cursos gratuitos do CRAS quase sempre são:
- Documento de identificação com foto (RG, CNH, carteira de trabalho);
- CPF;
- Comprovante de residência no município ou bairro;
- Número do NIS (Cadastro Único), quando tiver;
- Comprovante de escolaridade, se o curso exigir nível mínimo (como Ensino Fundamental).
Levar tudo organizadinho facilita a vida de quem atende e evita ter de voltar outro dia só por causa de um papel.
Passo 4: ir até o CRAS para fazer a inscrição
Com as informações e documentos em mãos, vem a hora da inscrição. Na maioria dos casos, ela é feita presencialmente no CRAS:
- A pessoa chega e informa que quer vaga em determinado curso;
- Preenche um formulário simples com dados pessoais;
- Entrega cópias ou mostra os documentos para conferência;
- Às vezes, participa de uma conversa rápida com a equipe técnica para entender motivação, situação de renda e disponibilidade de horários.
Em cursos disputados, o número de vagas costuma ser limitado. Por isso, o CRAS pode usar critérios de prioridade (renda, situação social, ter filhos, ser beneficiário de programa de transferência de renda, entre outros).
Passo 5: acompanhar a confirmação da vaga
Depois da etapa da inscrição, o CRAS precisa fechar a lista de turmas junto com a instituição parceira.
A confirmação da vaga costuma vir de três formas: por telefone, feito pela equipe do CRAS, mensagem no WhatsApp ou lista afixada no mural do próprio CRAS.
Por isso, é importante manter o telefone atualizado e ficar de olho nas datas informadas na hora da inscrição.
Quando a vaga é confirmada, a pessoa recebe orientações de horário, local de aula e, em alguns casos, material necessário.
Todos os cursos têm certificado?
Esse é um ponto que gera muita dúvida. A resposta é: quase sempre, mas não obrigatoriamente.
Quando os cursos gratuitos do CRAS são feitos em parceria com instituições como Senac, Senai ou escolas técnicas, o comum é que exista um certificado de conclusão, desde que o aluno:
- Cumpra a frequência mínima;
- Acompanhe as atividades;
- Finalize o curso dentro do prazo.
Esse certificado costuma ser classificado como curso de qualificação profissional básica ou curso de aperfeiçoamento em uma área específica.
Não é o mesmo peso de um curso técnico completo, mas já ajuda bastante na hora de montar currículo, procurar vaga ou criar confiança com clientes (no caso de atividades autônomas, como manicure, cabeleireiro, confeitaria e por aí vai).
Também existem oficinas mais curtinhas, com poucas horas, em que o foco é mais vivência do que certificação. Nesses casos, o melhor é perguntar na hora da inscrição se tem certificado e quem emite.
Cursos normalmente oferecidos no CRAS
Os cursos gratuitos do CRAS costumam ser bem práticos, pensados para gerar renda no curto ou médio prazo.
Eles variam de cidade para cidade, mas alguns tipos aparecem com frequência em editais e notícias de prefeituras.
Alguns exemplos de áreas comuns:
- Beleza e bem-estar: manicure e pedicure, cabeleireiro ou barbeiro, design de sobrancelhas e maquiagem;
- Comércio e serviços: assistente de recursos humanos, atendente de comércio, estoquista, atendimento ao cliente e vendas;
- Informática e escritório: informática básica, Pacote Office (Word, Excel, PowerPoint), noções de internet para o trabalho;
- Cuidados pessoais e sociais: cuidador de idosos, cuidador infantil, auxiliar de cuidados domiciliares;
- Gastronomia e produção de alimentos: bolos e confeitaria básica, salgados para venda, produção de marmitas, lanches e doces para renda extra;
- Artesanato e costura: corte e costura básica, customização de roupas, artesanato com materiais recicláveis.
Nem sempre todos esses cursos vão estar disponíveis ao mesmo tempo. O que aparece depende muito das parcerias ativas no momento, do orçamento e do perfil da comunidade atendida.
Por isso, o hábito de visitar o CRAS de tempos em tempos e perguntar “que cursos vão abrir?” faz bastante diferença.
Cursos gratuitos do CRAS: uma ajuda para começar a ganhar renda
Os cursos gratuitos do CRAS são uma forma concreta de transformar serviço social em oportunidade de renda.
Não prometem milagre, diploma universitário nem mudança mágica de vida, mas entregam algo muito valioso: um primeiro passo, acessível e presencial, para aprender uma profissão simples, testar habilidades e abrir portas.
É legal olhar para o CRAS com esse olhar mais amplo: lugar de atendimento social, claro, mas também de qualificação, facilidade e novos começos.
A dica é pegar o endereço do CRAS mais perto, separar os documentos, dar uma passada por lá e perguntar sobre as próximas turmas.
Às vezes, o caminho para uma renda extra começa naquela porta que você só via de longe indo para o mercado.

