Saiba como pagar a contribuição do INSS sendo autônomo

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Pagar a contribuição do INSS sendo autônomo
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Trabalhar por conta própria dá liberdade, mas também traz aquele pacote de responsabilidades que ninguém avisou no começo, né? Uma delas é pagar a contribuição do INSS sendo autônomo, para não ficar desamparado lá na frente. Aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade: tudo isso depende desse pagamento que muita gente deixa para depois, porque acha difícil, burocrático ou “coisa de contador”.

Porém, hoje, é possível pagar a contribuição do INSS sendo autônomo pelo celular ou computador, sem fila de banco, usando o Meu INSS e o app do banco. E quem ainda gosta do bom e velho carnê físico também continua tendo espaço. O Manual da Web vai mostrar como organizar tudo, explicar as opções de pagamento e deixar esse assunto mais simples do que parece. Vem!

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É possível pagar a contribuição do INSS sendo autônomo? 

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Claro que é possível pagar a contribuição do INSS sendo autônomo, na verdade, é exatamente isso que o INSS espera de quem trabalha por conta própria. 

Na linguagem da Previdência, essa galera entra como contribuinte individual: freela, profissional liberal, prestador de serviço, quem emite RPA, quem atende como consultor, entre outros. 

Em vez de ter um empregador recolhendo o INSS todo mês, o próprio autônomo assume o volante: escolhe a forma de contribuição, define o valor dentro das regras e faz o pagamento. 

Em troca, mantém o direito a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte para dependentes, entre outros. 

O ponto central é entender que o INSS não “acontece sozinho” quando o trabalho é autônomo. Sem contribuição, o sistema entende que a pessoa não está coberta. 

Pagar a contribuição do INSS sendo autônomo
Pagar a contribuição do INSS sendo autônomo

Passo a passo para pagar sua contribuição pelo Meu INSS 

O Meu INSS é o local oficial para quase tudo que envolve Previdência. Por lá, dá para emitir a guia de pagamento (a famosa GPS) já com cálculo pronto, sem precisar fazer conta na mão ou preencher carnê no susto.

Passo 1: baixar o aplicativo

A primeira coisa que você deve fazer é baixar o aplicativo Meu INSS, que está disponível para Android e iOS. Depois, entre com seu login, o mesmo do gov.br

Passo 2: menu de Serviços

Em “Serviços”, você deve procurar pela opção de Contribuintes e, lá, selecionar a função de emissão de guia de pagamento (GPS).

Passo 3: informe o número e escolha a competência

Informe o número de identificação (NIT/PIS/PASEP), conferindo se os dados pessoais aparecem corretamente. Depois, escolha a competência que será paga (mês/ano de referência da contribuição).

Passo 4: preencha o salário e defina o código de pagamento

Preencha o salário de contribuição, dentro dos limites mínimo e máximo do INSS, conforme a realidade da renda.

Aí, você vai precisar definir o código de pagamento adequado para contribuinte individual (por exemplo, 1007 ou 1163, como veremos mais adiante) e gerar a GPS para pagar online ou imprimir.

Códigos do INSS mais usuais para autônomos 

Os códigos de pagamento são aquelas numerações que aparecem na GPS e definem como a contribuição será interpretada pelo sistema. 

Aqui, mora uma das maiores dores de cabeça de quem tenta pagar a contribuição do INSS sendo autônomo sem orientação: código errado pode virar tempo sem aproveitamento correto lá na frente.

Os códigos mais comuns para contribuinte individual são: 

  • 1007: contribuinte individual, plano normal (20%), contribuição mensal;
  • 1104: contribuinte individual, plano normal trimestral;
  • 1163: contribuinte individual, plano simplificado (11%), contribuição mensal;
  • 1180: contribuinte individual, plano simplificado trimestral;
  • Códigos de complemento: como 1120 ou 1147, usados quando parte do INSS já foi retida por uma empresa e o autônomo decide completar até 20%.

O que muda de verdade é o tipo de plano: 

  • Plano normal (20%): contribuição mais alta, com base entre o salário mínimo e o teto, garantindo acesso mais amplo às regras de aposentadoria e a benefícios que dependem de tempo de contribuição maior;
  • Plano simplificado (11%): contribuição sobre o salário mínimo, com valor menor, mas benefício geralmente limitado ao salário mínimo e com algumas restrições nas regras de aposentadoria.

Quem é MEI entra em outra lógica: a contribuição básica vem dentro do DAS-MEI, com 5% do salário mínimo. 

Ainda assim, em muitos casos, faz sentido complementar com GPS específica para aumentar o valor de benefício ou ajustar o tipo de plano.

Na dúvida, o ideal é conversar com um contador ou especialista em Previdência para definir qual combinação de código e valor faz sentido para a realidade da renda e dos objetivos de aposentadoria.

Qual o valor mínimo para pagar contribuição como autônomo? 

O valor mínimo para pagar a contribuição do INSS como autônomo acompanha sempre o salário mínimo vigente. 

No plano simplificado de 11%, a conta usa diretamente o salário mínimo como base: 11% sobre esse valor. 

Já no plano normal de 20%, também é possível contribuir usando o mínimo como referência, o que deixa o valor um pouco mais alto, porém com cobertura mais ampla. 

Na prática, o autônomo escolhe uma base de contribuição dentro da faixa definida pelo INSS: do mínimo até o teto previdenciário. 

Quem está no começo da carreira, faturando pouco, normalmente encosta no mínimo. Já quem tem renda maior e pretende um benefício melhor pode optar por uma base mais alta, sabendo que a contribuição acompanha esse valor. 

A escolha não precisa ser definitiva para a vida toda. Ao longo dos anos, dá para ajustar a base, acompanhar quanto tempo já foi contribuído e planejar melhor o futuro. 

O ponto-chave é não deixar de pagar. Mesmo um valor mais pequeno já garante a manutenção da qualidade de segurado e o acesso a benefícios importantes.

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Contribuição em dia, cabeça mais tranquila 

Manter o INSS em dia pode não ser o assunto mais empolgante do mundo, mas faz diferença gigante na vida de quem trabalha por conta própria. 

Pagar a contribuição do INSS sendo autônomo virou um processo bem mais fácil com o Meu INSS, os aplicativos dos bancos e todas as opções de pagamento online. 

O carnê físico continua aí como opção mais tradicional, principalmente para quem tem mais familiaridade com o papel do que com a tela.

Organizar esse lado da vida financeira é  uma forma de cuidar do “eu do futuro” e também da família. 

Com um pouco de atenção aos códigos, valores e prazos, o processo entra na rotina e deixa de ser bicho de sete cabeças.

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