Você sabia que pode conseguir adicional na aposentadoria em certos casos? Previsto no artigo 45 da Lei 8.213/91, o benefício existe desde 1991 e ultrapassa o teto previdenciário.
Confira a seguir, no Manual da Web, o que é esse adicional, quem tem direito, como fazer a solicitação e que ações tomar quando o INSS nega.
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Entenda o que é o adicional de 25% do INSS
Se uma pessoa depende permanentemente de alguém para realizar tarefas básicas como se alimentar, tomar banho, se locomover ou tomar medicamentos, existe um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria.
O adicional ultrapassa o teto previdenciário, o que significa que um aposentado que já recebe o valor máximo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode receber ainda mais com o acréscimo.
A lei prevê o adicional para quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente, a antiga aposentadoria por invalidez.
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em 2018, pelo Tema 982, que outras modalidades também poderiam ter direito quando comprovada a dependência.
O Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, posteriormente confirmou que, pela via administrativa do INSS, o direito é dos aposentados por incapacidade permanente.
Quem se aposentou por idade ou tempo de contribuição pode buscar o adicional, mas precisaria de ação judicial.
Se você acredita que se enquadra nesses critérios, pode consultar as informações do benefício e iniciar o pedido diretamente pelo Meu INSS (Android | iOS).
É por esse canal oficial que o segurado acompanha a solicitação, envia documentos e verifica o andamento da análise sem precisar ir a uma agência.
Esse benefício é um percentual calculado sobre o valor bruto da aposentadoria por incapacidade permanente e pago mensalmente junto com ela.
Se a aposentadoria é de R$ 2.000,00, o beneficiário passa a receber R$ 2.500,00. Se for de R$ 7.786,02 (teto de 2026), receberá o valor de R$ 9.732,53, acima do teto, o que é uma das poucas exceções da Previdência.
O adicional acompanha automaticamente todos os reajustes da aposentadoria base, seja pela inflação ou por aumento do salário mínimo.
Quando o benefício aumenta, o acréscimo cresce junto, além de não ser transferível. Ele cessa com o falecimento do aposentado e não integra a pensão por morte dos dependentes.
Critérios e quem tem direito ao valor mensal
O requisito central para conseguir adicional na aposentadoria é demonstrar que a condição de saúde compromete a autonomia de forma permanente.
A lei lista exemplos como cegueira total, paralisia dos membros, perda de membros, alterações mentais graves e necessidade de permanecer no leito.
A lista, no entanto, é apenas exemplificativa: outras condições que resultem em dependência contínua de terceiros para atividades básicas também podem dar direito, desde que comprovadas em perícia médica.
Dificuldade para caminhar sem apoio, incapacidade de se alimentar, dependência para higiene pessoal, incapacidade de administrar os próprios medicamentos e confusão mental que impede decisões são situações comuns.
O que importa para o perito é o grau de dependência na rotina, além do diagnóstico da condição ou doença.
Não é necessário que o cuidador de um aposentado seja um profissional da área da saúde. Atende ao requisito qualquer pessoa que ofereça assistência de maneira contínua, seja familiar, vizinho ou outra pessoa.
O que precisa ser demonstrado é a necessidade da assistência, não a pessoa que a fornece.
Para saber mais sobre tipos de aposentadoria e como cada uma funciona, veja o guia sobre tipos de aposentadoria e o guia completo de aposentadoria do INSS.
Passo a passo para solicitar o aumento na sua aposentadoria
O pedido para conseguir adicional na aposentadoria pode ser realizado pelo Meu INSS (Android | iOS), sem necessidade de ir a uma agência. Entenda como:
Passo 1: baixe o app
Baixe o Meu INSS (Android | iOS) gratuitamente na loja de aplicativos do seu celular ou acesse o site oficial pelo navegador.
Ao abrir o app, faça login na sua conta Gov.br para que o sistema carregue seus dados de benefício automaticamente.

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Passo 2: pesquise o acréscimo
Na tela inicial, toque em ‘Novo Pedido’.
Na barra de busca, digite ‘acréscimo’ ou ‘majoração’, e o sistema mostrará a opção correta de ‘Acréscimo de 25%’.

Passo 3: preencha os dados
No formulário, informe as limitações funcionais do aposentado. Você deverá ser específico e informar quais atividades não consegue fazer sem ajuda, há quanto tempo e com que frequência precisa de assistência.
Quanto mais minucioso, mais sólida será a fundamentação para a avaliação pericial.

Passo 4: faça o upload dos documentos médicos
Antes de finalizar, o sistema solicitará o upload dos laudos e documentos médicos. Faça uma digitalização de boa qualidade, já que documentos que não estão legíveis costumam gerar exigências e atrasam o andamento do processo.

Passo 5: aguarde o agendamento da perícia médica
Depois de seguir o protocolo, o INSS marca uma perícia específica para o acréscimo de 25%. O resultado costuma ser entregue em um prazo de 45 dias corridos.
No próprio aplicativo, acompanhe o status em ‘Meus pedidos’.
Documentos médicos para conseguir adicional na aposentadoria
A documentação é muito importante, já que o perito analisa o que está no processo antes de qualquer exame clínico. O conjunto ideal inclui:
- Laudos médicos atualizados: com o CID da condição e descrição específica das limitações para atividades básicas, não apenas o diagnóstico em si;
- Exames complementares: exames que comprovem a condição, como ressonâncias, tomografias, exames laboratoriais e qualquer resultado que demonstre a gravidade clínica;
- Relatórios de médicos especialistas: com detalhamento do tratamento atual e do prognóstico;
- Relatório de dependência: quando possível, um relatório de como a dependência afeta a rotina diária, descrito pelo próprio médico assistente.
O laudo deve estabelecer um vínculo entre a doença e a incapacidade funcional.
Afirmar que o paciente tem Parkinson, por exemplo, é diferente de dizer que, em razão da condição, o paciente não consegue se alimentar sem assistência e apresenta quedas frequentes que exigem supervisão constante.
Mostrar como a doença afeta as atividades rotineiras do beneficiário é o que irá convencer o perito da necessidade da assistência.
Saiba o que fazer se o seu pedido for negado na perícia do INSS
O indeferimento ao tentar conseguir adicional na aposentadoria não é o fim do processo. Após uma negativa, existem duas opções: apresentar um recurso administrativo ou ingressar com uma ação judicial.
O recurso administrativo é feito pelo próprio Meu INSS (Android | iOS) em até 30 dias após a decisão.
É possível anexar documentos médicos extras que não estavam incluídos na solicitação inicial. O recurso vai para a Junta de Recursos do INSS, um órgão diferente do perito que fez a avaliação inicial.
A ação judicial é a alternativa viável quando o INSS nega reiteradamente ou quando a negativa é claramente equivocada diante da documentação apresentada.
Para causas de valor menor que 60 salários mínimos (R$ 97.260,00 em 2026), é possível entrar no Juizado Especial Federal sem advogado. Para valores maiores, a representação por advogado previdenciário é obrigatória.
Os beneficiários que conseguem o adicional via judicial recebem também os valores retroativos desde a data do pedido inicial no INSS, corrigidos. O tempo de espera pode ser frustrante, mas os valores atrasados são significativos.
Planos de saúde para idosos com bom custo-benefício
Aposentados com condições que justificam o adicional de 25% geralmente têm custos elevados de saúde: consultas frequentes, exames, medicamentos e cuidador.
Um bom plano de saúde individual para idosos costuma ter preços elevados no mercado privado, porém há opções alternativas.
Operadoras como Hapvida, NotreDame Intermédica, Unimed e Bradesco Saúde oferecem planos voltados ao público idoso, com opções que variam conforme a região e a rede credenciada.
Antes de fazer a contratação, compare a cobertura, os períodos de carência, a abrangência do atendimento e os reajustes por faixa etária.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) regulamenta todos os planos de saúde, e qualquer reajuste irregular pode ser questionado pelos canais oficiais.
Se você tem renda mais limitada, consulte associações de aposentados e entidades de classe, que frequentemente negociam planos coletivos por adesão com condições mais vantajosas do que as de contratação individual.
O Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser utilizado para exames e consultas de forma gratuita, incluindo especialidades que atendem às condições que dão direito ao adicional.
Unidades de referência para neurologia, ortopedia e geriatria existem nas principais cidades e atendem sem custo.
Para entender outros benefícios que aposentados têm direito além do adicional de 25%, confira o guia sobre benefícios do INSS que aposentados têm direito.
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O direito depende da comprovação da incapacidade
Conseguir adicional na aposentadoria depende de dois fatores principais: atender aos requisitos previstos na legislação e apresentar documentos que comprovem a necessidade permanente de assistência de outra pessoa.
Quando essas informações são reunidas antes da solicitação, o processo tende a ser mais organizado e as chances de exigências durante a análise diminuem.
Se o pedido for negado, isso não implica necessariamente que o direito não exista. Dependendo da situação, o segurado pode ainda optar por recorrer administrativamente ou buscar a via judicial.
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