Pensar em CNH para dirigir carretas vem com duas imagens na cabeça: a estrada longa (e bonita) e a conta longa (e nem tão bonita) de tirar a categoria certa. Só que, nos últimos tempos, muita gente começou a buscar um caminho mais viável: a CNH Social, que pode cobrir custos do processo para quem se encaixa nos critérios do programa.
Só que tem um detalhe importante: não existe uma CNH Social única para o Brasil inteiro. O que existe são programas estaduais/DF, com regras, prazos e vagas que mudam conforme o Detran local e, em alguns lugares, há a modalidade de mudança para categoria D ou E (a da carreta). O Manual da Web vai te mostrar como tudo isso funciona agora. Bora!
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Entenda o funcionamento da CNH para dirigir carretas do governo
A CNH para dirigir carretas é a categoria E, porque ela é a categoria usada para combinações de veículos (como caminhão/cavalo mecânico com reboque/semirreboque) acima de certos limites de peso.
E onde entra o grátis? Entra quando o seu estado abre edital de CNH Social (ou “CNH Popular”, “Habilitação Social”, “CNH Cidadã” e outros nomes parecidos).
A base da ideia é usar políticas públicas para ampliar o acesso à habilitação para pessoas de baixa renda, e isso ganhou reforço com a lei federal que autorizou o uso de recursos para custear a habilitação dentro desse modelo.
Alguns estados oferecem CNH Social apenas para A/B, mas outros também abrem vagas para mudança de categoria D ou E.
Requisitos para participar da CNH Social
Como o programa é estadual, os critérios menores variam. Mas existe um padrão que aparece com frequência:
- Ter 18 anos ou mais para participar do programa em geral;
- Estar no CadÚnico (Cadastro Único), normalmente com cadastro ativo/atualizado;
- Ter renda familiar dentro do limite do edital (pode variar por estado);
- Comprovar residência no estado/município exigido e enviar/confirmar documentos.
Agora, para a categoria E, entram também os requisitos legais de mudança de categoria, que são outra história.
Para chegar à categoria E, normalmente é preciso ter 21 anos, estar habilitado há pelo menos 1 ano na categoria C e apresentar um histórico de infrações dentro do permitido.

Passo a passo para fazer o cadastro na CNH Social
O cadastro tem etapas e, quase sempre, funciona dentro de um período de inscrição (com data para abrir e para fechar).
Passo 1: descubra o nome do programa no seu estado
Pode ser “CNH Social”, “CNH Popular”, “CNH Cidadã”. Em cada região do país, o nome muda.
Ou seja: no Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, DF, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rondônia podem ter nomes diferentes.
Porém, o raciocínio é o mesmo. O que importa é cair na página oficial do Detran.
Dica: procure “CNH Social + nome do seu estado + Detran”. Se aparecer um monte de site com cara duvidosa, volte para o básico, o site oficial do Detran.
Passo 2: confirme se existe a modalidade para categoria E (carreta)
Nem todo edital inclui mudança para E. Um exemplo de estado que explicita essa modalidade é o Espírito Santo, que lista “Mudança de Categoria D ou E” no programa.
Então, pense em algumas coisas:
- Tem “mudança de categoria”?
- Menciona D ou E?
- Existe número de vagas para essa modalidade?
Passo 3: verifique os critérios de elegibilidade (CadÚnico e renda)
A base divulgada para a CNH Social inclui estar no CadÚnico e cumprir limites de renda previstos para o benefício, com orientação de que o CadÚnico é feito presencialmente no CRAS.
Se o cadastro estiver desatualizado, muita gente cai fora logo na triagem. Então, se a meta é a CNH para dirigir carretas via programa social, é bom olhar isso cedo.
Passo 4: faça a inscrição no período oficial
Normalmente, o próprio site informa o canal de inscrição (site, portal do cidadão etc.). Faça a inscrição só dentro do ambiente oficial e guarde comprovantes, número de protocolo e prints importantes.
Passo 5: acompanhe resultado, convocação e prazos
CNH Social tem etapas como:
- Inscrição;
- Seleção/classificação (varia);
- Convocação para abertura do processo e exames;
- Encaminhamento para aulas e provas.
Então, é bom ficar de olho, hein?
Saiba o que contempla a CNH gratuita de carreta
Quando o edital cita “CNH Social” ou “habilitação gratuita”, ele pode cobrir taxas, exames, aulas e a emissão do documento, conforme as regras do programa e da edição estadual. Em muitos casos, o pacote envolve:
- Exames médico/psicotécnico, conforme exigência;
- Aulas teóricas e práticas no modelo do programa;
- Taxas do Detran e emissão do documento;
- Provas, teórica e prática, dentro do fluxo oficial.
Agora, como você está mirando a categoria E, tem um item que aparece na conversa: exame toxicológico para categorias profissionais (C/D/E).
Dependendo do estado e do edital, ele pode estar incluído no custeio ou não. Por isso, esse é um ponto que é bom checar com atenção no documento da edição.
Primeiro passo para a sua carreta
A CNH para dirigir carretas pode parecer um objetivo distante quando você olha o custo total, mas a CNH Social (quando abre vagas para mudança de categoria) é uma ajuda para quem se encaixa nos critérios.
O segredo é alinhar três coisas: estar elegível no edital do seu estado, cumprir os requisitos legais da categoria E e acompanhar prazos.
Se a sua meta é colocar a categoria E como objetivo, vá ao Detran do seu estado, procure o programa social de habilitação e confira se a edição atual inclui mudança para D/E.

